sábado, 5 de setembro de 2009






Vida terrena.




E então se fez a Vida...
Das pedras quentes, das águas quentes.
Mesmo que fosse em uma longa Noite fria,
A Inteligência do Acaso aparente, não por acaso nascia.


Um pouco do Nada. Um pouco de Tudo.
Misturando-se com a sabedoria da mais nobre Alquimia,
as magias do Mestre das Magias (e que tudo transforma),
pôde finalmente surgir a Vida.


E as pequenas vidas marítimas se multiplicavam
por uma Seleção contínua. De pequenas e sozinhas.
Cresciam.
Com a mesma força daquela mesma Magia...
Então logo os monstros já diziam: Fome, fome, fome de Vida.

Pisaram na terra.
Voaram.
Presos em uma grande cadeia, a vida expandia e se desenvolvia.
Chegamos a pular em árvores até que chegou o Dia...
...O Dia em que o Sol nasceu diferente.
Nos trouxe ideias reluzentes: lascar, cultivar e fazer fogo pra toda gente.

E logo Andou, Andou, Andou.
Falou e escreveu o que se passava ao redor de sua Mãe querida.
E a este restou a contemplação de toda uma vida...
Mesmo com Saudade de outros dias (de lugares distantes)...
Aceitou o seu caminho. Então seguiu pela Magia.
No cavalo cavalgou. Nas velas velejou.
Andou pelas Rodas da Vida,
até sobrevoar a Muralha da China.
Aprendeu amar a terra e a cultivá-la.

Muitos muros construiu.
Derrubou muitos também.
Muitos se esqueceram da Mãe...
Muitos nunca se esqueceram de dizer Amém.


Esqueceram até do Pai.
Por isso lhe mataram o Filho.
Mas o Mago e sua Magia sempre esteveram lá...
construindo e destruindo...derrubando e trazendo bons ventos...
Nunca julgando, mas sempre agindo
E de sua culpa? Sempre isento...
Desde quando o espaço não era espaço...
Ele se re-vela sempre: O Mago dos Magos..
O Tempo.






Por Ricardo Evandro Santos Martins (Belém -PA, 05/09/2009).

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